[MANIFESTO] Manifesto pelo fim das bandeiras, hinos e limites – Rafael Caneca

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Pablo Picasso – Guernica

Abaixo os limites!

Limites de espaço, limites ao passo, limites não-posso, limites até-onde-posso… Fora!

Aliás, fora ou dentro? Dentro é sempre melhor? Mas, se não há limites, onde é que serão dentro e fora?

Todos estaremos dentro. Ou todos estaremos fora. Na verdade, todos estaremos. Todos seremos. Juntos.

Não interessa se nos acharem idealistas demais. Utópicos. Mas qual o tópico? É a questão da barreira: sua extinção é a nossa bandeira.

Queremos queimá-las. Todas as bandeiras. Empunharemos apenas uma, que será imediatamente rasgada, obedecendo a nossos ideais.

Afinal, tudo somos humanos. Lato sensu. Censo senza sensu. Sem distinção de raça, cor, credo, sexo e origem.

Origem. Lugar. Pertencimento. Nosso lugar é o mundo. Seja dentro, seja fora. Quantas atrocidades foram cometidas em nome de um país?

(E, ao final, há sempre a imagem de um brado forte retumbante, um polvo nada heroico – com seus mil tentáculos tentando abarcar, abraçar e garantir todos os privilégios possíveis – sorrindo um sorriso de escárnio e cinismo para os seus concidadãos. Da mente, o recado: pátria-mãe, pátria-pai, pátria-país. Povo? Nem um ovo!)

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